Psicoterapia

de Casal

Independente de quanto amor ou dedicação se tenha, toda relação apresenta conflitos em algum momento. Quando não expostos e resolvidos, esses conflitos se acumulam e desgastam a relação.

 

A terapia de casal proporciona um espaço seguro e neutro, além de todo suporte que os casais precisam para se comunicar melhor e superar seus conflitos. Dessa forma aumentando o conhecimento e a compreensão de si mesmo, do outro e da dinâmica da própria relação. 

 

O objetivo da terapia de casal é empoderar os casais oferecendo novas possibilidades para sanar pontos de conflito e melhorar a qualidade da relação, alinhando visões e expectativas de cada um.

Dúvidas frequentes

sobre Terapia de Casais

O que é a terapia de casal?


A Terapia de casal é um encontro entre os dois parceiros e o terapeuta. Nesses encontros o terapeuta passa a fazer parte desse envolvimento onde interage com o casal, num clima de confiança e cumplicidade. O foco principal é a relação e as dificuldades que a relação apresenta. Trabalha-se os vários aspectos de uma união, as crenças e valores que o casamento abrange, assim como o envolvimento dos dois e todos os outros que juntos interagem, como por exemplo família de origem, filhos de outros casamentos e quaisquer pessoas que façam ou venham a fazer parte dessa união. Casamento é uma relação para ser vivida, onde cada cônjuge deve estar disponível para a manutenção da relação, por meio do diálogo e da confiança. Quando não existe essa disponibilidade ou a confiança é quebrada, existe a necessidade da relação ser revista. A terapia pode ser um caminho para essa revisão.




Para que serve a terapia de casal?


A Terapia de casal não é um remédio para a cura da relação, mas uma oportunidade para um “re-olhar” dessa mesma relação.
Nesse momento cada um dos parceiros passa a ver a si próprio como uma individualidade dentro da relação, e ao mesmo tempo como parte dessa relação.

A terapia abre espaço para a comunicação, conhecimento e compreensão. Contribui para que os parceiros ampliem sua visão de vida e com isso buscam uma maior empatia com o outro. A terapia de casal é um caminho duplo pois ao mesmo tempo que juntos, parceiros e terapeuta, irão tomar contato da relação, cada membro do casal abrirá caminho para um crescimento individual, como diria Jung para a busca de si mesmo.
No fim das contas o entendimento e o entrosamento com o outro contribuiem também para uma vida mais saudável dentro e fora da relação.




O que acontece com a relação após a terapia?


O quea contecerá com os envolvidos e a continuidade ou não da relação é uma incógnita no momento da procura. No entanto, o conhecimento mais profundo da dinâmica dessa união, e o conhecimento de sí mesmo, podem proporcionar clareza e uma forma mais consciente e saudável de buscar aquilo que cada um quer para sí, para o outro e mesmo para a família.




Qual abordagem utilizada?


A abordagem utilizada na terapia de casal é a da Psicologia Analítica com a visão Sistêmica. O que isso significa:
A psicologia junguiana foi criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung ( 1875-1961). As idéias junguianas podem proporcionar uma reflexão mais profunda sobre o tema casal.
A visão sistêmica possibilita ao terapeuta perceber que ele próprio passou a fazer parte de um sistema ao atender, sistema esse formado por ele, e os parceiros, e ou outros familiares que participam. Nessa forma de ver o mundo fica claro que tudo que ocorre com um dos membros da família direta ou indiretamente interfere nos demais.
Exemplos:

  • Se um dos parceiros passa por uma situação traumática, todos em volta serão envolvidos. O parceiro, as relações familiares, sociais e profissionais, são todos afetados.
  • Um filho alcoólatra não só se prejudica, mas altera a rotina de todas as pessoas que com ele convivem.




Quando buscar terapia de casal?


Pode-se dizer sem sombra de dúvida que o mais comum são os casais buscarem a terapia quando em momentos de crise ou quando não encontram mais satisfação no casamento.
Considerando que cada um tem seu entendimento de felicidade e que ela ocorre por inúmeros motivos, diríamos que a terapia de casal pode ser utilizada para auxiliar os parceiros num momento de crise, na aparente falta de afeto, nos momentos de traição ocorrida de fato ou na imaginação de um dos parceiros.
Os problemas, que podem ser de origens e orientações diversas, acabam causando insatisfações, frustrações, desconfortos, brigas, agressões e, em última instância, até separação.
Outro caso é quando o casal quer aprofundar-se na relação, conhecer-se melhor e encontrar novas maneiras de enxergar e se relacionar com o outro.




Casos comuns tratados na terapia de casal:


  • Quando ocorrer no relacionamento uma situação inédita poderá ocorrer uma reedição (uma nova vivência) de conflitos e feridas antigas não cicatrizadas, que num determinado momento cria uma ruptura, ou um problema muito sério na relação;
  • Quando um ou ambos os parceiros sentem-se aprisionados dentro da relação, sem espaço para crescimento individual e acreditam que a união sufoca a individualidade;
  • Quando ocorre a morte, ou a perda de alguém que afeta muito de perto a relação. A dificuldade de se lidar com o luto e o tempo que cada um precisa para sua sobrevivência;
  • Quando um novo membro surge na relação, por exemplo, um filho não planejado, pais de um dos parceiros, a família precisa se reorganizar e aprender a lidar com esse fato;
  • Quando existe o excesso de trabalho que gera falta de tempo e atenção, falta de diálogo, compreensão;
  • Quando um ou ambos permitem (muitas vezes sem se darem conta) a interferência por parte de familiares e amigos;
  • Uma rotina desgastante, sem tempo para atenção que cada um dos parceiros necessita. Resultando na falta de convívio entre os dois (falta de namoro, de carinho, atenção, um momento de intimidade);
  • Objetivos e visões diferentes da vida, do que é viver a dois, por exemplo, projetos para os filhos oriundos dos aprendizados familiares. Dificuldade de perceber que ambos vieram de família cujos aprendizados e vivências foram diferentes. Cada um traz para o relacionamento o que é certo segundo seu aprendizado, mas muito diferente do outro. Não se dando que os aprendizados não foram certos ou errados mas apenas diferentes;
  • Falta de comprometimento com a relação,ou melhor cada um comprometido com uma parte da mesma. Um com os filhos outro com o financeiro por exemplo, gerando separações e conflitos;
  • Quando ocorrem perdas, como a morte de um ente querido, ou de um emprego, por exemplo, ambos precisam estar preparados para lidar com a falta e o luto;
  • Quando apenas um dos parceiros quer filhos. O significado de ter filhos é um fator muito importante nessa relação. O sonho de constituir uma família muitas vezes passa pelo desejo de ter filhos, mas isso pode ser o desejo de apenas um dos parceiros;
  • Adoção pode ser motivo de desacordo entre os casais. O medo do desconhecido, a incompreensão do que é adoção. O medo de ter um estranho entre os dois. A ilusão e muitas vezes a culpa de não gerar o próprio filho pode ser um grande conflito;
  • A drogadependencia de algum dos parceiros ou de outros (filhos, pais, irmãos, entre outros) interfere profundamente num relacionamento, podendo ser motivo para a procura de auxílio;
  • A codependencia dos familiares que lidam com o dependente gera conflitos emocionais, comportamentais grandes nos relacionamentos;
  • Quando o ciúmes em excesso (pela falta da confiança em si próprio), cria um relacionamento virtualmente a três. Os parceiros e o outro (imaginário ou real) acaba destruindo relações;
  • Quando acreditam que precisam variar (com outro parceiro) para dar vida, sabor ao casamento;
  • Quando problemas financeiros ocorrem, tornando-se o centro das atenções, deixando outros aspectos importantíssimos da relação de fora;
  • Quando a desconfiança surge para um dos dois, a vida de casado deixa de ter sentido, importando apenas se certificar daquilo que imagina ter ou estar acontecendo;
  • Quando problemas sexuais ocorrem: Sexo é um constante nas relações, a falta dele, ou o excesso pode trazer prejuízo à relação. Muitas vezes a intimidade e a sexualidade deixam de ser importante para um do casal. Homens normalmente possuem uma necessidade sexual diferente da mulher Ambos possuem necessidades e desejos diferentes. Os principais são: a mulher precisa de carinho e conversas íntimas. O homem normalmente não consegue viver sem satisfação sexual e companheirismo no lazer;
  • Busca da individuação: Homem e mulher possuem formas diversas de verem o mundo e de procurar sua individuação, ou seja, de procurar o si mesmo. A mulher precisa integrar seu animus, seu racional, e o homem sua anima, seus sentimentos, no seu consciente, para que consigam se olharem de forma diferente.
Numa explicação muito resumida (visão junguiana), podemos dizer que na nossa sociedade diferencia o gênero homem e mulher do sexo masculino e feminino. Nesta sociedade tanto homem como mulher desempenham papéis diferente com direitos e obrigações diversas. Segundo Jung o homem possui uma ânima (uma alma feminina – seus sentimentos) no seu inconsciente muitas vezes muito pouco consciente. A mulher possui um animus (uma alma masculina, predominantemente racional) no seu inconsciente muitas vezes pouco desenvolvido e vive em uma sociedade onde a mulher até pouco tempo era muito reprimida. Embora a sociedade esteja mudando ainda homem e mulher carregam no inconsciente (que vem do inconsciente coletivo) obrigações, deveres, diversos. Aliado a isso temos o sexo masculino e o feminino como diferenciação. No início da relação a mulher projeto no homem seu animus (ele é aquilo que ela precisa desenvolver, seu lado masculino, sua racionalidade) e o homem na mulher sua anima (ela é o que ele precisa desenvolver, seu lado feminino, sua sensibilidade). Quando já estão algum tempo juntos, o homem real e a mulher real vão tomando forma, e o casal se deparam com um ser que quase desconhece. Na linguagem popular “fui dormir com um príncipe e acordei com o diabo”. A terapia vai auxiliar aos dois a trazerem a projeção de volta e a integrar a ânima e o ânimus. Voltam para si próprios, e olham para seus desejos, e a enxergam o outro como alguém separado com qualidades e desejos, muitas vezes muito diferente do que projetaram, do que sonharam encontrar. Nesse momento o casamento toma nova forma, e ambos precisam aprender a lidar com o homem e a mulher com quem se uniram e aprender a desenvolver-se internamente.




Qual benefício de fazer terapia de casal?


Essa resposta varia de acordo com as particularidades de cada casal e também do motivo que os levaram a buscar terapia.
De modo geral, os benefícios que mais observamos em pacientes que passam pela terapia de casal são:

  • Melhora na comunicação: Os casais relatam que aprenderam a falar, a ouvir e principalmente a entender e respeitar o que o outro sente, pensa e tem a dizer. Na prática isso faz com que os parceiros se sintam mais valorizados, cuidados e ouvidos.
  • Harmonia, comprometimento e qualidade na relação: Ao entender e alinhar as necessidades e expectativas os parceiros passam a compreender melhor e valorizar o que é importante para si mesmo e para o outro. Com isso são capazes de entender seus papéis dentro da relação e assumi-los com responsabilidade e por sua própria vontade.
  • Reconhecimento e valorização do parceiro: Reconhecer, e serem reconhecidos é algo que pode ocorrer. Aprender a elogiar e a ser elogiado.
  • Menos egoísmo: Ao aprender a enxergar o outro como um igual, com desejos e sentimentos próprios, tão importantes quanto os seus, os parceiros começam a pensar mais em como suas decisões e comportamentos afetam o outro.
  • Recuperação do desejo e do prazer: Existem muitos motivos pelos quais a libido e o prazer vão embora. Estresse, preocupações, excesso de trabalho, decepções com o parceiro, enfim, a lista é extensa. O que importa mesmo é que muitas vezes a terapia ajuda os casais a recuperar ou mesmo experimentar novos níveis de prazer.
  • Restabelecimento da confiança: Você sabe como é difícil construir confiança e como é fácil destruí-la. Recuperar a confiança então é mais difícil ainda. Mas não impossível. Terapia tem ajudado muitos casais a superar esse que é dos maiores obstáculos da vida a dois.
  • Aveitação e superação de erros do passado e um novo recomeço: É importante entender que ninguém é perfeito, todos erramos e cometer erros é uma ótima oportunidade para aprender a fazer melhor.
  • Um novo recomeço sexual: Aprendendo a respeitar as peculiaridades de cada um.




Terapia de casal salva ou acaba com relações?


Não necessariamente, pois nenhum desses é o objetivo da terapia. A terapia vai proporcionar um melhor conhecimento de si próprio, da sua família de origem e das interferências inerentes a ela. Assim mais conscientes eles terão possibilidades de resolverem sobre o que desejam desse relacionamento.




Como é feita a terapia de casal?


No nosso consultório acontece através de encontros semanais com uma hora e meia de duração. Num ambiente imparcial, livre de críticas e julgamentos, onde se cria espaço para o diálogo. Alguns instrumentos e recursos terapêuticos são utilizados para que a terapia ocorra.




Meu parceiro mudou seu jeito de ser. É caso de terapia?


Fazer terapia é uma escolha. Terapia de casal é uma escolha feita a dois, e se algo está afetando o relacionamento a terapia poderá ajudar a detectar, podendo ser a mudança do parceiro ou outra situação.
Mudanças ocorrem não só do outro mas de si próprio. Quando o outro muda precisamos necessariamente nos adaptar mas nem sempre isso é confortável.
As pessoas ao se unirem desconhecem que os seres humanos tem necessidades diferentes. Os companheiros têm vontade de fazer pelo outro o que mais necessitam para si próprio, mas isso diverge muito na relação




Meu parceiro(a) se recusa a fazer terapia. O que fazer?


É comum que um dos parceiros não queira procurar ajuda, seja por se sentir desconfortável, não acreditar nos resultados, por não aceitar sua responsabilidade pelo problema ou mesmo por não ter vontade de continuar na relação e não saber como lidar com o fato.
Não é aconselhável forçar a participação de ninguém, uma vez que a falta de interesse e compromisso eventualmente vai sabotar qualquer empenho para que se melhore a relação.
Nesses casos o indicado é, em primeiro lugar, conversar com o parceiro, expor suas preocupações com o futuro da relação e pedir para que venha com você conhecer o trabalho, talvez até tentar algumas sessões sem o compromisso de fazer um tratamento longo.
Em segundo lugar, caso a recusa seja total, é aconselhável que ao menos você busque sessões de terapia individual. Uma vez que ao menos você compreenda as causas do problema e efetue mudanças, seu parceiro terá de responder de alguma forma à sua nova realidade e aos efeitos disso no relacionamento.





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CRP 06/706029

Psicóloga com mais de 25 anos de experiência, especializada em Psicologia Analítica e Terapia de Casal.

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